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Monitoramento de lavoura por satélite

Painel que acompanha o vigor de cada talhão e aponta onde a lavoura está perdendo força antes de dar para ver do chão.

Em trinta segundos

Contexto
Quem cuida de área grande só descobre que um pedaço da lavoura vai mal quando alguém passa por ali, e a essa altura a produtividade já foi perdida. A informação para ver antes existe e é gratuita, mas ninguém abre imagem de satélite para planejar a semana.
O que foi feito
Plataforma que mede o vigor de cada talhão a cada passagem do satélite, guarda o histórico e compara o talhão com ele mesmo no passado e com o vizinho hoje. Coleta, banco e painel separados, para reprocessar meses sem tirar o painel do ar.
O que mudou
A pergunta “qual talhão eu visito primeiro” passa a ter resposta ordenada, atualizada a cada poucos dias, sem ninguém ir a campo para levantar.
Até onde vale
O índice mostra que o vigor caiu, não por quê: praga, falta de água e falha de plantio aparecem parecidos e a visita continua necessária. Em estação chuvosa a nuvem obriga a compor várias datas. O ganho em produtividade não foi medido em campo, então não é reivindicado aqui.
fazenda, talhão e leitura
3 níveis
frequência da imagem
a cada 5 dias

O problema

Quem cuida de uma área grande descobre tarde que alguma parte dela vai mal. Uma mancha de solo compactado, uma falha de irrigação ou um ataque de praga já cobraram o preço em produtividade quando alguém finalmente passa por ali.

O detalhe é que a informação para perceber isso antes já existe, e é de graça. Satélites públicos fotografam a mesma área a cada poucos dias, há anos. O que falta não é dado, é tradução: ninguém vai abrir imagem de satélite para decidir a rota da semana.

A solução

A plataforma responde a uma pergunta só: qual pedaço da fazenda eu visito primeiro?

Ela funciona porque planta saudável e planta em estresse refletem luz de formas diferentes, e essa diferença aparece do espaço antes de aparecer para quem olha do chão. O sistema mede isso a cada passagem do satélite, guarda o histórico e compara cada pedaço de terra com duas referências: como aquele mesmo pedaço estava antes, e como está o vizinho ao lado agora.

Quando o vigor cai fora do esperado nessa comparação, o talhão sobe na lista de visita.

Como está organizado

Os dados seguem a mesma hierarquia que o produtor usa para pensar a propriedade: a fazenda contém talhões, e cada talhão acumula leituras datadas. Essa escolha simples é o que permite responder tanto “como está a fazenda hoje” quanto “esse talhão vem caindo desde quando”.

A busca das imagens roda separada do painel, como tarefa própria. Parece detalhe de bastidor, mas é o que permite reprocessar meses de histórico sem tirar o painel do ar, e retomar de onde parou quando uma coleta falha no meio.

O painel abre num globo que aterrissa na propriedade. É deliberado: o usuário precisa entender em dois segundos que aquilo ali é a terra dele vista de cima.

A demonstração

A plataforma foi feita para um cliente, então nenhuma propriedade privada aparece aqui. A demonstração abaixo usa apenas dado público: a produção agrícola de cada município, levantada pelo IBGE, e as imagens do satélite europeu Sentinel-2, para os 25 maiores municípios produtores do país.

É a mesma mecânica do produto, um nível acima na escala. Onde o cliente enxerga talhão dentro da fazenda, aqui você enxerga o mosaico de lavouras dentro do município. Clique em um deles.

Nota técnica

O que você vê ao clicar é o índice de vegetação calculado direto das imagens originais do Sentinel-2, na resolução em que elas vêm, e depois reduzido para células de 50 metros. É essa resolução que faz o contorno de cada talhão, as estradas e a mata ao longo dos rios aparecerem em vez de virarem um quadriculado.

Um detalhe que o mapa esconde: em março chove no cerrado, e nenhuma imagem isolada mostra o município inteiro sem nuvem. Cada célula do mapa vem da primeira imagem que a enxergou limpa, dentro de uma janela de algumas semanas. Por isso o painel mostra “composto de N cenas” em vez de uma data única. Afirmar uma data só seria mais bonito e menos verdadeiro.

O outro problema era o peso. Detalhe de 50 metros para 25 municípios dá muito pixel, e o site precisa abrir rápido. Cada mapa virou uma imagem de cerca de 80 KB, baixada só quando você clica no município, e o valor que aparece sob o cursor é lido da própria cor do pixel, sem baixar nada além dela.

O que cada cor quer dizer no campo

A escala vai de solo descoberto a lavoura no pico. Cada recorte abaixo tem 2,4 km de lado, veio de um município de verdade e está em células de 10 metros, a resolução nativa do satélite: o contorno do talhão e a mata ciliar são os do campo, sem retoque.

  • Recorte de 2.4 km do mapa de vigor em Maracaju - MS, na faixa de solo exposto

    solo expostoNDVI 0.18

    colheita feita ou area em pousio

    Maracaju - MS

  • Recorte de 2.4 km do mapa de vigor em Linhares - ES, na faixa de lavoura em formação

    lavoura em formaçãoNDVI 0.45

    cobertura parcial, planta ainda pequena

    Linhares - ES

  • Recorte de 2.4 km do mapa de vigor em São Desidério - BA, na faixa de vigor alto

    vigor altoNDVI 0.67

    dossel fechado, lavoura no pico

    São Desidério - BA

0,10,85

O índice compara a luz que a planta reflete no vermelho e no infravermelho. Folha viva reflete muito infravermelho e pouco vermelho, e é essa distância entre as duas que a escala mede.

Os 25 maiores municípios produtores do país, com o tamanho do círculo proporcional à produção e a cor indicando o vigor da lavoura. Clique em um deles para carregar o mapa de vigor daquele município, em células de 50 metros, calculado das imagens do Sentinel-2.

Tecnologias

  • Python
  • Next.js
  • PostgreSQL
  • Sentinel-2